SEMINAL
Que o homem abandone sua solidão eterna,
que reconheça ser de tudo a finitude…
Que saiba em si a natureza e a essência de Deus
como imanência do espírito da natureza do ser.
Olha-te, apenas e tão-só, como atributo
único da divindade que te espelha:
nenhuma outra caverna é tão profunda quanto a tua,

daí a necessária virtude da sombra que te vê profundo.
Vês, toda amargura que te envolve plena
é substância de toda eternidade do ser
vibrando no teu corpo seminal e
profundamente solidário do teu devir
em ato contínuo da potência que te ama
na sagrada anarquia do teu calvário único.

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